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sábado, 4 de dezembro de 2010

Bom no papel, ruim na prática

Esse ano, após muita revolta estudantil e acadêmica, os estudantes se viram obrigadas a aceitar o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) como a entrada em algumas das melhores faculdades nacionais.

A nota dessa prova seria essencial para a segunda etapa do vestibular de tais instituições de ensino. Porém, como todos sabem essa avaliação não promove uma seleção justa de alunos, visto que contém questões de baixo nível de dificuldade, uma vez que a mesma é realizada para alunos que tiveram diferentes qualidades de ensino.

Ao decorrer do ano, alguns fatos fizeram com que mais e mais pessoas notassem a precariedade estrutural do exame, como por exemplo, o grande número de candidatos e principalmente a extensão territorial do Brasil. O tamanho do país e os diferentes níveis de desenvolvimento das regiões (as provas chegaram ao Rio Grande do Sul de avião e a Manaus de barco) prejudicam a aplicação da mesma. A idéia de uniformizar e oferecer uma visão de como é o ensino de todo o país é ótima, porém é possível e eficaz em países de pequeno porte como, por exemplo, França e Coréia.

 Laís Piuzana

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Febre Restart

A banda Restart vem influenciando vários jovens a fazerem praticamente qualquer coisa pela banda, como se fosse uma droga.

Os seguidores do Restart usam as mesmas roupas extravagantes dos integrantes, choram quando não tem show e fazem vídeos em homenagem à banda, coisas de loucos.

Há pouco tempo houve um cancelamento de um show e vários fãs saíram protestando pelo acontecido. Esse tipo de atitude mostra a falta de censo e de atitude das pessoas de hoje em dia. Essas bandas do estilo Restart estão acabando com o nome da música brasileira.

O movimento Restart vem ganhando tanta força que ,hoje, erroneamente, é chamado de Família, e até criaram uma nova categoria musical: o “Happy Rock”. Deste modo, dá para perceber como os valores da nossa sociedade estão dispersos.

Fato é que a Família Restart está ditando estilo toda vez que aparecem na mídia e quando não aparecem também. Essa febre Restart tem que acabar, se não poderá acabar de vez com nossa cultura.

É preciso acabar com a “Família” Restart, é melhor apenas gostar da banda. Para mostrar que é um fã, não é preciso mudar drasticamente o visual e ficar angustiado sempre que acontece alguma coisa com eles. É só acompanhar o dia-a-dia da banda de forma moderada.

Gabriel Damasceno

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Urnas em feriado prolongado

Eleger aquele que governará seu estado e seu país, aquele que tomará as decisões mais importantes nos próximos quatro anos é uma tarefa difícil e que requer grande responsabilidade. Porém, as eleições de 2010 não mostraram a responsabilidade do povo, e sim, refletiram um quadro de desinteresse com a política nacional e falta de conscientização.

As eleições do segundo turno de 2010, que se realizaram no dia 31 de outubro, definiram o presidente da República e os governadores de alguns estados. Mesmo com tamanha importância, essas eleições registraram o maior índice de abstenções, 21,5%. Esse dado reforça ainda mais o fato de que os brasileiros não estão se esforçando nem tomando atitudes para mudar o quadro político do país, já que o voto é a forma mais democrática e expressiva que o povo tem de alcançar seus objetivos e não a utiliza.

Dizer que esse recorde no número de abstenções se deve ao feriado que ocorreu no país só piora a situação, só demonstra que o compromisso do povo com a política e com a sociedade fica sempre em segundo plano e não pode atrapalhar a viagem de fim de semana.

Essa falta de responsabilidade e de mobilização não fica marcada somente nos dias das eleições e nos seus dados estatísticos. Ficará marcada durante todos os anos de governo dos candidatos que essas pessoas descompromissadas elegeram. Portanto, os atos corruptos, roubos, desvios de verba, as obras não concluídas, as promessas não cumpridas são reflexo dessa falta de conscientização política da maioria dos brasileiros. Assim, votar só por votar pode ter péssimas conseqüências para a nossa democracia.

Juliana Estanislau